Veja 10 mentiras que contam sobre o Flamengo

Conhecido como o dia da mentira, 1º de abril é uma data que gera brincadeiras e provocações no mundo dos esportes. Protagonista no futebol brasileiro, o Flamengo, presente em grandes polêmicas, entra na mira dos mais diversos rivais em todos os dias do ano, muitas vezes com argumentos incorretos.

Assim, o Hashtag Rubro-Negro traz ao leitor 10 mentiras que se contam sobre o Flamengo e trata de desmenti-las.

Confira:

1 – “Apito amigo do Flamengo”:

Está na boca do povo que o Flamengo é um dos times mais favorecido pela arbitragem no futebol brasileiro. O Rubro-Negro, entretanto, carrega uma fama inapropriada para si mesmo tendo em vista às diversas falhas da arbitragem contra o clube.

Em 2019, por exemplo no Campeonato Brasileiro, o clube teve vários jogos em que foi prejudicado em lances decisivos das partidas, que acabaram amenizadas com as vitórias que o Flamengo obteve.

Para citar alguns destes jogos, um deles ocorreu na vitória contra o Fluminense, quando Gabigol sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem, mesmo com VAR. Pênaltis também não foram marcados contra o Athletico Paranaense na Arena da Baixada. Ambas partidas tiveram vitória do time de Jorge Jesus por 2 a 0.

2- “Dependência/parceria com a Globo”:

Sempre é comentado que o Flamengo está no patamar que alcançou muito devido à ajuda que a Rede Globo – que é detentora dos direitos de transmissão. Entretanto, existem diversas controvérsias para a afirmação.

Em relação à dependência, o Flamengo já provou o contrário. Com várias formas de receitas como bilheteria, venda de jogadores, patrocínio e premiação de campeonatos, o Rubro-Negro consegue caminhar sem a dependência da TV.

Uma prova disso, que também explica como o Fla não tem uma “parceria” com a Globo, é a falta de um acordo para as transmissões do Campeonato Carioca. A detentora de transmissão do Estadual do Rio não se acertou com o Rubro-Negro em termos de valores, e nenhum jogo do Mengo foi transmitido neste ano pelo Carioca.

3- “Não incomoda os paulistas”:

Principalmente em 2019, quando o Flamengo atingiu o ápice dos últimos anos no futebol sul-americano, muito se foi comentado não incomodava os quatro grandes do futebol paulista, que costumam ser as potências do futebol brasileiro.

Mas o ano passado deixou evidenciado que Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos têm um certo incômodo com o Flamengo, não só dentro de campo como fora dele.

Presidentes de Palmeiras, Corinthians e Santos já falaram publicamente questionando o sucesso do Flamengo.

Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, chegou a comentar em entrevista coletiva que “Muitos lances o VAR não tem atuado em jogos do Flamengo. O pênalti no Guerrero, contra o Inter, no Maracanã, é outro exemplo. Não queremos isso. Queremos um futebol sério.”

Mandatário do Corinthians, Andrés Sanchez questionou o sucesso inicial que Jorge Jesus vinha fazendo no Flamengo. À Fox, o presidente falou: “quero ver daqui cinco meses”, imaginando que o português perderia a mão do elenco rubro-negro e não conduziria o time a títulos.

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4- “Flamengo rebaixou a Portuguesa em 2013”:

O ano de 2013 foi de altos e baixos para o Flamengo. O elenco campeão da Copa do Brasil correu riscos de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, e teve que acompanhar até mesmo o STJD nas últimas semanas do ano para saber se cairia ou se permaneceria na Série A em 2014..

O Fluminense havia sido rebaixado ao término da 38ª rodada. Entretanto, o Tricolor viu uma brecha em uma escalação equivocada da Portuguesa do meia Héverton e entrou com uma ação no STJD. O Flamengo também estava envolvido em uma escalação irregular já que André Santos estava suspenso, mas mesmo assim entrou em campo pelo Brasileirão.

Entre as conspirações de que o Flamengo esteve envolvido no caso para rebaixar a Lusa, está que o Fla jogou um dia antes da Portuguesa e não conseguiu a vitória (assim precisando que a Lusa perdesse pontos).

Ao final do julgamento, ficou decretado que tanto o Flamengo quanto a Portuguesa perdessem pontos, salvando o Fluminense da queda e colocando o time paulista na Série B. O Rubro-Negro, junto com o Tricolor, ficaram com a marca de times que fizeram a Lusa ser rebaixada, sendo que o Flu foi o único beneficiado com o “tapetão”.

O fim do caso também foi marcado por uma troca de e-mails da diretoria do Flamengo, em que o advogado Michel Assef diz que ” “Não podemos nos esquecer que se não fosse o descuido da Portuguesa, éramos nós na Série B.”

5- “Rebaixamento no Carioca de 1933”:

Apesar de muitos torcedores rivais dizerem o contrário, não procede a informação de que o Flamengo foi rebaixado no Carioca de 1933. O rubro-negro ficou, de fato, em último lugar no Estadual organizado pela Liga Carioca de Football, mas o regulamento não previa ascenso ou descenso. Da mesma forma que Fluminense e Botafogo ficaram na lanterna do torneio em 1921 e 1923, respectivamente, e não foram rebaixados, já que não constava no regulamento da época.

6- “Virada de mesa no Brasileiro de 95”:

O segundo semestre do ano do centenário do Flamengo foi bastante conturbado. O melhor ataque do mundo, formado por Sávio, Romário e Edmundo não se entendia dentro e fora de campo e o rubro-negro acabou terminando o Brasileiro em 21º lugar, de 24 participantes. A campanha ruim também se deu por conta da disputa da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Já sem chances de chegar às semifinais do Brasileiro, o clube carioca abandonou o nacional e se dedicou ao torneio continental, do qual acabou sendo vice-campeão. O calendário chegou a colocar o rubro-negro para jogar cinco vezes em dez dias naquele fim de ano.

Segundo rivais, circula uma história de que a CBF teria diminuído o número de rebaixados do Campeonato Brasileiro de 1995 para beneficiar o Flamengo. De acordo com o boato, quatro clubes deveriam cai naquele ano (do 21º ao 24º), mas pelo perigo do rebaixamento do clube rubro-negro, a CBF teria mudado o regulamento para que apenas duas equipes caíssem para a Série B. Desde o início da competição, o regulamento previa somente dois descensos, como mostra esta reportagem da Folha de S. Paulo da época.

7- “Sport é o campeão Brasileiro de 87”:

Apesar de o Flamengo ter perdido quase todos os recursos na Justiça, o clube da Gávea pode ser considerado campeão brasileiro de 1987. Isso porque, no início daquele ano, a CBF abriu mão de organizar o Brasileirão, deixando a competição a cargo do Clube dos 13, que selecionou 16 equipes para participar da competição. Na Série B, times como o Guarani, então vice-campeão, e America-RJ, terceiro colocado no ano anterior, reclamaram dos critérios de seleção, já que estariam no Módulo Amarelo, espécie de segunda divisão.

A CBF, então, voltou ao circuito e propôs um quadrangular final entre os finalistas do Módulo Verde e os finalistas do Módulo Amarelo. Apesar da expressa vontade do Clube dos 13 que não houvesse cruzamento, o representante do Clube dos 13, Eurico Miranda, assinou o regulamento, concordando com o quadrangular. O campeonato se iniciou e terminou com o embate entre CBF e Clube dos 13.

Flamengo e Inter, campeão e vice, se negaram a entrar em campo no início de 1988 para disputar o quadrangular, que foi decidido entre Sport e Guarani.

8- “Fluminense é pai do Flamengo”:

O Flamengo surgiu em 1895, como um clube de regatas, já que o remo era um esporte popular. O Fluminense Football Club seria fundado apenas sete anos depois. Inclusive, na reunião de fundação do tricolor das Laranjeiras, estavam presentes três sócios do Flamengo: Virgílio Leite, que era o então presidente do rubro-negro, Arthur Gibbons, que viria a ser presidente do Flamengo no ano seguinte, e Manuel Rios, que também ocuparia a cadeira da presidência em 1905.

Durante dez anos, Flamengo e Fluminense coexistiram, praticamente como uma extensão um do outro: o rubro-negro no remo e o tricolor no futebol. Tanto que Alberto Borgerth remava no Flamengo e jogava futebol no Fluminense.

Devido a um racha na diretoria tricolor, em 1912, um grupo de jogadores, liderados por Alberto Borgerth, deixou o Fluminense e fundou o departamento de esportes terrestres do Flamengo, dando início, assim, ao futebol do rubro-negro.

9- “Libertadores de 81 não tinha argentinos nem uruguaios”:

Outra variação deste mito é que os times argentinos jogaram a Libertadores de 1981 com reservas por causa da Guerra das Malvinas. Ambas são falsas. Apesar de o Flamengo realmente não ter cruzado com uruguaios ou argentinos no caminho rumo ao título, os times portenhos estiveram sim na competição.

Nacional e Peñarol chegaram à fase semifinal (que na época era disputada em um grupo com três equipes). Os dois foram elimiados pelo Cobreloa, que se classificou para a final com três vitórias e um empate.

Rosario Central e River Plate foram os representantes argentinos e foram eliminados pelo Deportivo Cali, primeiro colocado do Grupo 1. Também não procede a afirmação que os argentinos jogaram com reservas. O River Plate contava com seis campeões mundiais pela seleção argentina três anos antes. Três deles (Fillol, Passarella e Tarantini) jogaram todas as seis partidas. Alonso, Houseman e Kempes jogaram três partidas.

10- “A maioria da torcida é terceirizada/mista”

Torcedores de outros clubes, principalmente do Corinthians, tentam desmerecer o fato de o Flamengo ter a maior torcida do Brasil, chamando os rubro-negros de torcedores “terceirizados” ou “mistos”. Isso porque o Flamengo concentra grande parte de sua torcida nas regiões Norte/Nordeste do país.

Com isso, os rivais tentam dizer que os torcedores do Flamengo, na verdade, torcem para times locais e têm o rubro-negro como segundo time. Porém pesquisa divulgada pelo Ibope em 2018 mostra que 81% dos flamenguistas têm o clube como primeiro time, sendo que apenas 19% dividem as atenções com equipes locais. A proporção é bem parecida com a do Corinthians, já que 18% dos alvinegros declararam o clube do Parque São Jorge como sua segunda equipe.

Por: Hashtagrubronegro

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