Flamengo faturou R$ 331 milhões a mais que o Palmeiras em 2019

Torcida do Palmeiras tenta provocar o Flamengo
FOTO: Divulgação

Em 2012, de cada um real, o Flamengo tinha de pagar R$ 3,60 a credores. E muitas vezes não pagava, adiava. O que fazia os juros aumentarem.

As dívidas batiam nos R$ 800 milhões.

31 de março de 2020, com todo orgulho, o clube divulga seu balanço financeiro de 2019.

Invejáveis R$ 950 milhões de receitas.

É o recorde na história dos clubes nacionais.

R$ 899,7 milhões vieram direto do futebol.

R$ 299,7 milhões nas vendas de jogadores.

Paquetá foi o mais rentável, R$ 150 milhões.

O grande salto vem das transmissões pela tevê.

Como o clube decidiu o Mundial de Clubes, ganhou a Libertadores, venceu o Brasileiro, o Carioca e foi eliminado na Copa do Brasil, nas quartas-de-final.

Foram R$ 208 milhões.

R$ 129 milhões em patrocínios e dinheiro vindo do plano de sócios-torcedores.

Bilheteria, sócio-torcedor e estádio renderam mais R$ 175,4 milhões.

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R$ 78,8 milhões em publicidade.

E o restante dividido em outros itens.

“O Flamengo deu o salto que precisava para consolidar o seu planejamento estratégico de ser o maior clube das Américas e um dos maiores clubes do mundo, seja pelo aspecto econômico, seja pelo desportivo”, avisa o presidente Rodolfo Landim.

“Com as finanças equilibradas, credibilidade institucional no mercado e competência na formação e gestão, criamos o ambiente propício para o desempenho esportivo de alta performance e, consequentemente, para o sentimento de orgulho de ser rubro-negro”, continua, o presidente.

O superávit foi de R$ 62,9 milhões.

Já que a diretoria alega gastos enormes.

Compra de jogadores e a manutenção do melhor elenco da América do Sul, que consumiu R$ 278,1 milhões em salários e premiações.

Todo esse dinheiro fez com o Flamengo decidisse não baixar os salários dos jogadores e da Comissão Técnica em março. Ao contrário dos demais clubes brasileiros que querem reduzir 25%. Algumas equipes já tomaram essa atitude, como Atlético Mineiro, Grêmio, Ceará e Fortaleza.

O Flamengo estuda a possibilidade de não abaixar o rendimento nem mesmo nestes meses de pandemia.

A bem da verdade, o grande responsável pela reviravolta de R$ 1,75 bilhão se chama Eduardo Bandeira de Mello.

O dirigente instalou uma política de austeridade.

E valorização do clube mais popular do país.

Os títulos importantes não vieram.

Bandeira de Mello foi execrado pelos torcedores.

Eles não perceberam a revolução que acontecia no clube.

E o dirigente colocou pessoas sem visão para comandar o futebol.

O resultado foram vexames no gramado.

Mas incrível sucesso administrativo.

O Palmeiras, principal rival financeiro do Flamengo, ficou muito distante na arrecadação.

Com 2019 sem títulos, o clube arrecadou ‘apenas’ R$ 619 milhões.

Mesmo com o ‘maior patrocinador da América Latina’.

A Crefisa paga R$ 81 milhões ao clube por ano.

A projeção do Flamengo para 2020 era faturar mais de R$ 1,2 bilhão.

Mas a pandemia do coronavírus sabotou qualquer projeção.

O que resta, é com orgulho, comemorar.

Não só 2019.

Mas a reviravolta em oito anos.

De maior devedor

Para o que mais fatura no futebol deste país…

FONTE: COSME RIMOLI

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