Gustavo Henrique vê europeus mais evoluídos e aponta diferenças entre Jesus e Sampaoli

Foto: Divulgação

Lesionado, Rodrigo Caio será ausência na estreia do Flamengo, na noite desta quarta-feira (4), pelo Grupo A da Copa Libertadores. Espaço aberto para Gustavo Henrique formar dupla com Léo Pereira na defesa rubro-negra no estádio Metropolitano Roberto Meléndez, na Colômbia, a partir das 21h30 (de Brasília), contra o Junior Barranquilla. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o zagueiro ex-Santos revelou ter pedido ajuda ao técnico Jorge Jesus para se adequar ao estilo de jogo da equipe que é a atual campeã do principal torneio entre clubes sul-americanos.

“Eu tinha muitas dúvidas sobre essa linha de 4 que ele exige. Nossa linha é sempre muito alta, é preciso estar atento ao companheiro, ao espaço dado ao atacante para fazer o ‘facão’. Fui perguntando, tirando dúvidas… Ele foi corrigindo. Agora, tenho uma visão mais ampla”, contou o jogador de 26 anos, que estudou bem os perigos do adversário do dia.

“Assim como o (Independiente) del Valle, (Junior Barranquilla) gosta bastante de tocar a bola. Há dois anos, chegaram fortes na Sul-Americana. É bastante qualificado, assim como o Barcelona (EQU), que até eliminou o Santos nas quartas de finais da Libertadores (2017). São equipes tradicionais, precisamos estar muito concentrados para fazermos grandes jogos”, avaliou.

Jesus x Sampaoli

Sob o comando de outro Jorge, o argentino Sampaoli, Gustavo trabalhou em 2019 na Vila Belmiro. Foi o último ano do defensor no clube que o revelou e um período de bastante aprendizado. Contudo, ele não vê grandes semelhanças entre os dois técnicos.

“Muito poucas. Os treinadores são diferentes. O Jesus é mais ofensivo, mais vertical, agressivo em cima dos adversários. No Santos, era mais posse de bola trazendo o adversário para tentar sair jogando e, muitas vezes, com o goleiro, coisa que o Jorge Jesus às vezes não gosta que a gente faça. Sempre tentamos fazer o que ele pede. O posicionamento é um pouco parecido, assim como a formação tática, mas tem muito poucas coisas para comparar um ao outro”, explicou.

Brasileiros x Estrangeiros

Ao contrário da comparação envolvendo os xarás, o zagueiro destaca que há, sim, divergências nas maneiras de condução de trabalho quando se trata do comparativo entre os treinadores brasileiros e os de outros países. Para justificar a reposta, ele usa a própria tabela do último Brasileirão.

“Evoluí muito até em disciplina. Chegar no horário, fazer as refeições juntos… Acho que cresci muito dentro de campo também. Foi minha melhor temporada no Santos, e isso chamou atenção do Flamengo. Acho que a cabeça do europeu está mais evoluída, no meu ponto de vista. Não à toa os estrangeiros ficaram em primeiro e segundo lugares”, disse, referindo-se ao título do Rubro-Negro e ao vice do Peixe no campeonato nacional.

FONTE: torcedores

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