Bruno Henrique estaria impedido na nova regra proposta pela Fifa?

Uma checagem do VAR na empate por 2 a 2 entre Flamengo e Independiente del Valle (EQU), ontem, virou polêmica por apontar um impedimento de Bruno Henrique. O atacante tinha os pés no campo de defesa, mas o corpo inclinado supostamente no campo de ataque, à frente do penúltimo defensor adversário. O lance deixou os jogadores flamenguistas revoltados com a arbitragem. Na nova regra proposta pela Fifa, o gol do atacante teria sido legal.

A mudança de regra é uma ideia de Arsene Wenger, ex-técnico do Arsenal e atual diretor técnico da Fifa. Ele propõe que o jogador esteja em posição legal se tiver qualquer parte da cabeça, tronco e pernas na mesma linha ou atrás do penúltimo defensor adversário — ou qualquer destas partes do corpo no campo de defesa. Portanto, se tal regra estivesse vigente, Bruno Henrique não estaria impedido no lance de ontem.

A proposta de Wenger pode ser considerada a proposta oficial da Fifa, afinal o ex-treinador é um alto funcionário da entidade. Ainda assim, uma mudança deste tipo geralmente é debatida por meses antes de ser votada (para aprovação ou não) pela International Football Association Board (IFAB), o fórum de regulamentação do futebol.

A IFAB tem reunião marcada para o dia 29 deste mês, justamente para discutir o impedimento, mas a proposta de Wenger não estará em pauta. A entidade admite discutir a ideia de Wenger, mas sem pressa. “Qualquer mudança na regra só acontece depois de diálogos mais profundos”, afirmou o secretário-geral da IFAB, Lukas Brud, em entrevista à TV inglesa Sky Sports.

Imagem: Reprodução

A atual regra do impedimento, a 11ª do futebol, diz que “um jogador está em impedimento se a) qualquer parte da cabeça, corpo ou pés está no campo de ataque (excluindo a linha de meio-campo) e b) qualquer parte da cabeça, corpo ou pés está mais perto da linha de fundo do que a bola e também o penúltimo adversário”.

Arsene Wenger argumenta que sua proposta de nova regra “resolveria o problema [dos impedimentos] e não teríamos mais decisões milimétricas quando o nariz do atacante estiver à frente dos zagueiros”.

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Por: UOL

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