Zico pede resoluções sobre tragédia no Ninho, mas lamenta: “Tem gente que tenta tirar proveito disso”

Fora de campo, o Flamengo vive o momento mais triste da história do clube. No dia 08 de fevereiro de 2019, o Centro de Treinamento do Ninho do Urubu pegou fogo no local onde garotos da categoria de base se concentravam. Dez meninos foram vitimados, e o Rubro-Negro está sendo investigado pela justiça.

Até então, o Fla entrou em acordo com três famílias e meia, restando outras seis e meia. Em entrevista à DAZN, Zico tratou o tema com cautela, pediu para que os dirigentes tratem os familiares com carinho, mas também lamentou o fato de ter pessoas que estejam se aproveitando da situação.

 Olha, para você fazer qualquer comentário, tem que estar bem por dentro do que está acontecendo. É importante sempre saber ouvir as duas partes. Tirar os interesses políticos e financeiros dessa história. Então, isso não é a primeira vez que acontece, em termos de tragédias. Já aconteceram outras no esporte, e tem muita gente que quer tirar proveito disso, de alguma forma. Isso tem que ser analisado com calma. Eu gostaria que Deus iluminasse a diretoria do Flamengo para que tomasse as decisões e resolvessem isso de uma vez por todas. Porque não tem preço, uma vida não tem preço. Então, vai da sensibilidade, do carinho, o lado humano, de você não levar só a parte jurídica. A diferença está nisso daí. Muitos reclamam dessa falta da parte humana, aí os dirigentes falam que não, que não tem esse contato direto porque tem muitos advogados no meio… -, disse, antes de prosseguir:

 Você tem que impor, tem que ir atrás, tem que tentar resolver mais a parte humana do que propriamente do que litígio da parte política ou financeira. A gente fica na torcida para que esse caso se resolva logo. O clube solta notas, o clube fala que já resolveu muita coisa com as famílias, aí vem um e fala outra coisa. Entra gente que não tem nada a ver com isso para tentar defender A ou B, e fala um monte de besteira. Então, o que nós temos é que perdemos dez vidas, algumas sequelas podem ficar para outros que sobreviveram. Isso não tem preço e não tem área política que pague o que vai ser daqui para frente. Esses meninos serão sempre lembrados. Eu posso dizer, tendo dois netos jogando lá, imagina se um dos netos estivesse lá também… Eu me coloco nessa posição. Porque teve um menino que não era pra ficar, ficou só porque era amigo do outro. Então tem uma série de coisas. Foi muito triste para todos nós, uma grande tragédia na história do clube. Por isso, tinha que ser resolvido mais a parte humana do que propriamente a parte jurídica ou política -, encerrou.

Os dez meninos vitimados no incêndio do Ninho do Urubu foram: Athila Paixão, de 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos, Bernardo Pisetta, 14 anos, Christian Esmério, 15 anos, Gedson Santos, 14 anos, Jorge Eduardo Santos, 15 anos, Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos, Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos, Samuel Thomas Rosa, 15 anos, e Vitor Isaías, 15 anos.

Fonte: colunadofla

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