Flamengo ganha a Supercopa com demonstração de superioridade

O quarto jogo oficial dos titulares do Flamengo, campeões da Libertadores, nem foi um espetáculo de gala, como os jogos do ano passado e o primeiro tempo contra o Fluminense. Mas foi de novo uma incrível demonstração de superioridade tática e técnica. Depois de sofrer o segundo gol, o Athletico criou chances com Rony, Marquinhos Gabriel e Erick, mas a Supercopa sempre pareceu perto de ser decidida, toda vez que o Flamengo acelerava seu passo.

Jorge Jesus fez desenho tático diferente do que usava no ano passado e parecido, em alguns momentos, com aquele que produziu críticas contra Abel Braga, em 2019. Gabriel jogou muito aberto pela direita, Éverton Ribeiro próximo de Gérson por dentro, com De Arrascaeta pela esquerda e Bruno Henrique quase centroavante.

Não foi um posicionamento rigoroso, e a movimentação constante ajudou a abrir espaços na defesa paranaense. Da direita, Gabigol fez o cruzamento para Bruno Henrique deslocar Santos no primeiro gol. Depois, de centroavante, Gabigol aproveitou as falhas de Márcio Azevedo e do goleiro Santos para fazer 2 a 0.

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Daí em diante, houve o melhor momento athleticano, com três oportunidades criadas nos últimos dez minutos de primeiro tempo. No segundo, o Flamengo voltou com variação tática. Teve 55% de posse de bola e chutou menos contra o gol de Santos do que o Athletico chutou contra Diego Alves — 12 x 18. Mas a pontaria carioca era melhor e o número de acertos na meta paranaense foi igual — 3 x 3.

Sem centroavante, com Marquinhos Gabriel escalado na frente, o Athletico só criou com verdadeiro perigo depois da troca de Rony por Bissoli no final da partida.

Se o Flamengo parece igualmente forte na comparação com 2019, o Athletico mostra enfraquecimento. Mesmo assim, a lembrança de ser apenas o segundo jogo da temporada é o que pode dar esperança de ver uma equipe mais forte daqui a três meses, quando começar o Brasilieiro, ou em março, no início da Libertadores.

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Fonte: Globo Esporte

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