Acertada com o Flamengo, avó de Vitor Isaías se diz ‘em paz’ com o clube: “Não posso reclamar”

Completando um ano neste sábado (08), a tragédia ocorrida no Ninho do Urubu ainda tem diversas lacunas abertas, seja nas investigações ou nas indenizações pagas às famílias das vítimas. Apesar disso, há casos de pessoas que se resolveram com o Flamengo e tentam seguir a vida de forma menos conturbada após o triste episódio. Esse é o caso de Dona Josete, avó de Vitor Isaías, uma das vítimas fatais.

– Eu estou em paz. Antes dizia pra todo mundo que eu não era feliz, mas o sonho dele foi realizado para mim. Morava de aluguel, e em outubro comprei minha casa e meu carro. A minha vida vai continuar, apesar de eu achar que não, pois pensava em me destruir -, contou a avó, em entrevista concedida ao jornal Extra.

Diferente de declarações de outros ligados à tragédia, “Dona Jô” demonstrou gratidão e tranquilidade também ao falar sobre o Flamengo. Ela garante não ter do que reclamar em relação à postura do clube. Apesar disso, ela reconhece que, após entrar em acordo pela indenização, não voltou a ser procurada pela instituição.

– Desde o primeiro dia fui muito bem tratada, não posso reclamar. Houve crítica sobre uma homenagem, procurar e ligar, saber da família, mas sei que é muita coisa. Se abrir a porta para um o outro vai querer também. Eles tem vontade de fazer muita coisa, mas tem muito pai que não aceita. Só criticar é fácil.

Apesar da aparente tranquilidade ao falar sobre o assunto, a avó do pequeno atacante afirma que levará a lembrança consigo para o resto da vida, ratificando ainda que “a dor nunca vai passar”. Na declaração, Josete ainda relembrou a data do aniversário do neto, ao qual ela se refere como filho, uma vez que foi responsável pelo garoto desde o nascimento.

– Dia 1 de janeiro ele fez 16 anos. E determinei que deixaria a alma dele em paz. Pedi perdão a Deus, só ele quem sabe. A dor nunca vai passar, mas foi uma coisa que eu aceitei, não estava aceitando. Hoje eu sei que posso ser feliz, é isso que meu filho quer ver lá.

Publicado em Coluna do Flamengo

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